quinta-feira, 19 de maio de 2016

O capitalismo deu certo?

      Vivemos num mundo em que o capital é a base tudo. Nossas vidas giram em torno de ter e gerar capital. Esse modelo de vida que é comumente chamado de capitalismo. Teoricamente, não é algo atual, existe desde os primórdios da humanidade. E nem sempre foi da forma que estamos habituados; passou por várias adaptações e revoluções para que fosse, ou apenas parecesse, mais justo.
      O capitalismo, mesmo se bem executado, ainda possui diversas crontradições, entre elas o enorme abismo social presente entre ricos e pobres, patrões e operários (burguesia e proletariado). Dessa forma, os que têm mais condições financeiras, ou seja, os que possuem mais capital, possuem as melhores condições de vida, além de influência sobre os menos favorecidos. Isso fez com que pessoas, como Karl Marx e Friedrich Engels, os desenvolvedores do materialismo histórico e do marxismo, começassem a refletir e a se opor contra o modelo social no qual viviam.
      Eles participaram de alguns movimentos sociais na época e produziram muitas obras acerca do assunto que propunham intervenções radicais no modo de governo capitalista e, principalmente, na sociedade. Queriam a queda da burguesia para a ascensão do proletariado como classe dominante, ou melhor, a libertação dos trabalhadores da exploração e opressão, numa tentativa de igualdade social. Uma sociedade sem classes sociais em que os meios de produção eram comuns. Isso que foi uma grande aprofundação do conceito de comunismo.
      No começo do século XX, a Rússia e alguns outros associados passavam por um enorme caos político e social. Influenciada pelas teorias de Marx e Engels, passou por uma revolução em que se instaurou o comunismo, de fato. A Rússia, sendo URSS, durou quase 70 anos com esse modelo, que por vários problemas na administração pública, acabou em 1991. Ela serviu, e continua servindo, como o maior exemplo de intervenção ao capitalismo da história. 
      Existem ainda algumas nações e partidos socialistas, mas estão se rendendo aos poucos ao capitalismo, principalmente por causa de relações internacionais. Há pouquíssimas exceções, como a Coreia do Norte, que se situa como um dos países mais isolados do mundo.
      Atualmente, a maior parte do planeta continua sendo capitalista, com os Estados Unidos a principal influência. E o mundo, apesar de ter melhorado consideravelmente, permanece bastante contraditório no que diz respeito às classes sociais, à desigualdade social, exploração de trabalho e opressão.  Permanece a Prostituição Pública.

       Continua havendo uma classe opressora e uma oprimida. A diferença, é que agora há um intermediário cada vez maior entre elas: a classe média. Ela que também oprime e é oprimida.
  
Pedro Arão das M. Carvalho 

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