segunda-feira, 23 de maio de 2016

A crise brasileira e o Impeachment

          É inegável o enorme crescimento que o Brasil tem apresentado nas últimas duas décadas. Isso se deve principalmente ao fato de que os últimos governos brasileiros começaram a prestar mais assistência às camadas menos favorecidas da população nacional, de várias maneiras. 
      Entre elas, podem ser citadas o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e as cotas universitárias. As consequências, diretas ou indiretas disso, podem ser vistas principalmente na região Nordeste, em que muita gente passou de miserável para classe média baixa, ou simplesmente classe média. Isso fica muito claro quando se verifica o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da região, que em alguns lugares quase triplicou, apesar de ainda não ter ficado num nível alto.
      Porém, muitos não gostam das formas com que o governo tentou resolver os problemas sociais e acham que estão sendo desfavorecidos ou enganados. Sendo a maioria deles ricos ou classe média alta, ou seja, a população mais influente e opressora. E, para desfavorecer a situação, a mídia - nem sempre confiável - enaltece casos de corrupção e a instabilidade econômica, que ainda estão ocorrendo. 
   
     A população foi levada a desacreditar no governo, causando agora uma grande insatisfação política. Houve várias manifestações e revoltas envolvendo milhões de pessoas para o impedimento da presidente no poder, ocorrendo, assim, um Impeachment. Também é correto afirmar que o governo não é totalmente impune, havendo realmente casos de corrupção e má administração em alguns setores, mas que não justificam tal comoção social. Esse processo também pode ser classificado como golpe, não havendo nenhum crime confirmado por parte da presidente, sendo quase que totalmente "justificado" pela crise econômica atual. 
    Impediram uma presidente de exercer seu poder pois estava sendo democrática: dando oportunidade aos menos favorecidos. Ela tinha de priorizar mais a economia e a burguesia; a desigualdade social é um problema à parte. 

Pedro Arão das M. Carvalho

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